Recomendações para reduzir custos de IaaS no Azure

Um dos cenários mais comuns de “primeiro uso” de Azure é substituir máquinas mantidas sob controle da organização, on-premises, por instâncias na nuvem, fáceis de provisionar e descartar. Entretanto, os custos envolvidos podem variar bastante dependendo do modelo de contratação.

O Azure, como nuvem pública, oferece diversos modelos de contratação de infraestrutura como serviço (IaaS), cada um com prós e contras. Esta multiplicidade de opções, se ignorada, pode resultar em desperdícios.

A escolha adequada do modelo mais apropriado de contratação depende da compreensão dos padrões de consumo previstos pela empresa, tanto para o dimensionamento das máquinas virtuais quanto para a seleção do modelo de contrato mais ajustado. Embora a maioria dos exemplos de utilização da nuvem destaquem a possibilidade de consumo on demand os modelos de contratação de longo prazo costumam ser muito mais baratos.

Para cargas de trabalho persistentes, por exemplo, que operem 24/7, uma opção financeiramente atraente é o provisionamento de instâncias de VM reservadas. Neste modelo, é firmado um contrato com a Microsoft de 1 ou 3 anos, com pagamentos mensais (no upfront) ou adiantado (upfront), com economias de até 72%.

Para cargas de trabalho tolerantes a desligamento, há a opção do novo modelo Azure Spot Virtual Machines . Ele utiliza a capacidade ociosa do Azure para oferecer descontos superiores (até 90%) sendo que a precificação das instâncias funciona de forma similar ao mercado de ações, porém o “ativo negociado” é a capacidade computacional ociosa do Azure. Ou seja, o preço aumenta e diminui de acordo com a demanda. Cabe ao contratante a responsabilidade de estabelecer um limite de preço tolerado e, sempre que este limite é ultrapassado, um aviso é emitido pelo Azure indicando que o recurso computacional será desativado.

Caso a empresa possua licenças de Windows Server e de SQL Server com Software Assurance, poderá obter vantagens extras através do Benefício Híbrido do AzureAliás, a Microsoft afirma que sua proposta, no caso de utilização dessas tecnologias, é imbatível chegando a custar até cinco vezes menos que as nuvem públicas concorrentes.

Além do modelo de contratação, o dimensionamento apropriado das máquinas é muito importante. Recomenda-se avaliação criteriosa das séries e tamanhos disponíveis considerando, além dos preços, o que for mais ajustado para a carga de trabalho que se pretende alocar.

Finalmente, cargas de trabalho podem ter demandas oscilantes. Por isso, é extremamente importante utilizar ferramentas como o Azure Cost Management e o Azure Advisor que, efetivamente, dá boas recomendações para gastar menos, seja descartando máquinas, redimensionando-as ou descartando-as.

Em Resumo
  • O fato

    Um dos cenários mais comuns de "primeiro uso" de Azure é substituir máquinas mantidas sob controle da organização, on-premises, por instâncias na nuvem, fáceis de provisionar e descartar. Entretanto, os custos envolvidos podem variar bastante dependendo do modelo de contratação.
  • O insight

    A escolha adequada do modelo mais apropriado de contratação depende da compreensão dos padrões de consumo previstos pela empresa, tanto para o dimensionamento das máquinas virtuais quanto para a seleção do modelo de contrato mais ajustado. Embora a maioria dos exemplos de utilização da nuvem destaquem a possibilidade de consumo on demand os modelos de contratação de longo prazo costumam ser muito mais baratos. Além disso, empresas que já possuem licenças de Windows Server e SQL Server podem obter vantagens extras.

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